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Berliner Aufruf

BA-2017/PT/01

Berliner Aufruf

Declaração de Berlim

Até alcançar um Modelo Humano de Políticas de Drogas

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A atual guerra contra as drogas se tornou uma espiral cada vez mais destrutiva. Os princípios em que se baseia a proibição tem fracassado totalmente. A tentativa de um mundo sem drogas, através da redução da oferta e da abstinência mediante a violência do Estado não estão de acordo com as realidades de cada continente e região, pois fomenta estruturas antidemocráticas, repressivas e autoritárias que fortalecem a influência econômica do crime organizado.

A guerra global contas as drogas conduz a violações sistemáticas dos direitos humanos, corrupção, aumento massivo no número de detenções e processos judiciais, além de aumentar significativamente os riscos sociais e de saúde das pessoas que usam drogas ilegalizadas.

A proibição é um caminho político errado que se trasformou em uma ideologia mórbida. Enquanto a guerra contra as drogas cresce desmensuramente no triângulo norte da América Central e do Sudeste Asiático semeando terros e morte, o uso de substâncias ilegalizadas em âmbitos ciêntíficos e psicoterapêutos e a descriminalização dos usuários de drogras avança em outras regiões aprofundando as incongruência do proibicionismo, demonstando que os esforços da sociedade civil e da comunidade científica em matéria de incidência política e pública estão contrubuindo para que as pessoas que usam drogas (PQUD) tenham melhor qualidade de vida e aqueles que padecem do uso problemático podem acessar os serviços sociais e de saúde adequados através de políticias públicas concretas baseadas em metodologias de redução de danos.

Por isto, e ante o sofrimento de milhões de pessoas que padecem com as consequências da guerra contra as drogas, nós como homens e mulheres de diversas visões de mundo, cristãs, ativistas, livrepensadores, defensores dos direitos humanos e usuários de drogas dirigimos esta exortação às Nações Unidas, ao escritório das Nações Unidas para as Drogas e a Deliquência, à Comissão de Narcóticos e drogas, a União Europeia, a CICA, a OEA, a CELAC, Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos, aos políticos, às igrejas, às comunidades e às organizações sociais:

Coloquem um fim a guerra contra as drogas. Estabeleçam um acordo de cumprimento do “processo conciliador pela paz, justiça e criação”, exortamos às organizações baseadas na fé, comunidades cristãs, agrupações laicas, associações civis, organismos internacionais e organizações sociais a defender ativamente o fim da guerra contra as drogras.

  • Exortamos para o necessário aprofundamento da cooperação judicial para o combate real ao crime organizado, à lavagem de dinheiro, e ao bloqueio de divisas.

Reforçamos que é necessário:

  • Promover e analisar novas propostas alternativas à proibição e à repressão como política.
  • Implementar a prevensão do abuso e educação relativa às drogas baseadas em estratégias de redução de danos e riscos desde uma perspectiva dos Direitos Humanos.
  • Promover e ocupar os espalos para a sociedade civil no processo Pós-UNGASS.
  • Financiamento de campanhas internacionais que incluam informação sobre as políticas de drogas internacionais e locais, informação para a prevenção e educação validadas com dados científicos honestos, desprovidos de preconceito e mitificação dos usuários de drogas e das próprias substâncias.

Que se reconheça a privacidade dos usuários de drogas para decidir livremente suas condutas de vidas e autodeterminação;

As institutições e pessoas assinam abaixo:

Nos comprometemos a impulsionar uma reforma ao atual modelo de fiscalização internacional de drogas que se sustenta em aspectos sociais, de saúde e de direitos humanos. Esta reforma deveria forcar-se em sanar as consequências negativas das políticas atuais

Nos comprometemos a impulsar una reforma ao atual modelo de fiscalização internacional de drogas que se sustenta em aspectos sociais, de saúde e de direitos humanos.

Esta reforma deberia focar-se en resolver as consequências negativas das atuais políticas, previnir o consumo abusivo de todo tipo de substâncias psicoativas e alcóolicas e combater o grande narcotráfico.

Unidos na Diversidade, em concordância com a justiça e o amor que nos move, afirmamos que:

A Guerra Não deve ser Contra As Drogas!


Initiators

IEPES
  • Theol. Daniela Kreher

    Researcher, Pastoral With Youth, Harm Reduction, Drug Policy Advocacy. IEPES.

  • Rev. Martin Diaz

    International Consulting. Drug Policy and Harm Reduction Advocacy. President of IEPES.

  • Pfr. Michael Kleim

    Theologian and activist for human rights. Member of the Schildower Kreis network of experts in science and practice. Germany


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106 organizações

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